Prof. Lejeune Mirhan Sociólogo,Escritor e Arabista. Diretor do Sindicato dos Sociólogos do Estado de SPColunista do Portal Vermelho e da Revista Sociologia Celulares: +5511-99887-1963+5519-98196-3145 Trabalho: +5519-3368-6481

O quanto longe estamos da revolução?

Ocupa CTBLejeune Mirhan *

Quando iniciei minha militância comunista em 1975, ingressando nas fileiras do PCdoB com apenas 18 anos, já estudante universitário, eu tinha duas vontades pessoais. Uma delas ir para a região do Araguaia, onde pensava ainda existir uma luta guerrilheira. A outra era de participar ativamente da revolução brasileira.

Todos os primeiros documentos que li no início, na análise da situação nacional, o Partido sempre mencionava a questão do “caráter da revolução”. Sempre atento à correlação de forças em cada momento. Isso, para os comunistas, é questão chave, desde que Lênin, o que materializa a teoria de Partido lançada por Marx e Engels no Manifesto Comunista de 1848, sempre nos ensinou em diversas de suas obras.

A palavra mágica da nossa escola comunista sempre foi essa: “correlação de forças”. Quase que encantadora. Quando idealizamos alguma situação, uma nova proposta, atingir uma meta, temos que levar em conta o inimigo principal (deixando de lado os secundários), quem são nossos aliados nesse período, ou seja, com quem podemos contar e quais seriam os objetivos a serem atingidos, em que momento isso deve se dar.

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A Greve Geral de 2017: O dia que Campinas parou

Lejeune Mirhan *

34331574706 fe70560343 kMeu objetivo neste novo artigo, será o de tentar avaliar, ainda que preliminarmente, a dimensão e o significado da Greve Geral do dia 28 de abril, convocada pelas centrais sindicais e apoiadas pelas frentes Brasil Popular e a Povo sem Medo e mais pelo menos três dezenas de entidades nacionais representativas de todos os setores e segmentos da sociedade brasileira.

Esperei alguns dias para escrevê-lo, aguardando a reunião da Frente Brasil Popular – coletivo de entidades e partidos de Campinas, da qual sou membro representando o PCdoB desde as primeiras atividades em agosto de 2015. De lá para cá fizemos mais de 60 reuniões. É uma experiência inovadora. Ao que me lembro, nos meus 42 anos de militância, jamais vivemos algo parecido em termos de unidade política das diversas correntes como agora. Mas, avaliar a FBP é tema para outro artigo.

A FBP Campinas, reuniu-se na segunda, dia 8 de maio, com 40 pessoas de 20 entidades. O debate e a avaliação coletiva me ajudaram a escrever este texto. Quero aproveitar para agradecer ao fotógrafo Robson Sampaio por ter me autorizado a usar suas fotos, que ilustram este trabalho. E agradecer ainda ao economista e presidente da APROPUCC, Prof. Dr. Edinilson Arendit pelos dados da população empregada em Campinas.

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