Prof. Lejeune Mirhan Sociólogo,Escritor e Arabista. Diretor do Sindicato dos Sociólogos do Estado de SPColunista do Portal Vermelho e da Revista Sociologia Celulares: +5511-99887-1963+5519-98196-3145 Trabalho: +5519-3368-6481

Que tempos são estes em que vivemos?

Lejeune Mirhan *

As capas das revistas direitistas desta semana, Veja e Isto É, mostrando Moro encarando Lula, como se ambos se preparassem para um confronto em um ringue de lutas me levou a escrever estas reflexões sobre estes tempos que vivemos. Alguns, em linguagem popular, diriam que “vivemos tempos bicudos”. maxresdefault

Ainda que com 60 anos, não posso dizer que tenha vivido tempos difíceis, como foram os da época Vargas, em especial entre 1934 (ano da Constituinte) e 1943 (ano que entramos na guerra. Sou da geração que nasceu em 1956, em plena era Juscelino Kubistchek. No entanto, a partir dos meus 18 anos, em 1975, já na Universidade, vivi o combate à ditadura militar de abril de 1964, até a redemocratização em 1985 e a constituinte de 1986.

Vivi os tempos áureas do neoliberalismo no Brasil. Das privatizações selvagens com Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Vivi também a ampla liberdade dos governos Lula e Dilma, maior participação popular, elevada justiça social entre outros benefícios. Jamais imaginaria que viveria um novo golpe e nunca podería imaginar que o país que eu ajudei a legar para minha filha e meu netinho, pudessem andar para trás na história.

Pois bem. Me enganei. Quanto ao golpe – e muitos de nós estávamos acostumados em golpes militares, quando forças armadas tomavam o poder, destituíam pela força governos legítimos, prendiam e arrebentavam, como dizia o ditador Figueiredo, que muitos ainda chamam de “presidente”.

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Greve Geral do dia 28 de abril põe a luta do povo em novo patamar

Prof. Lejeune Mirhan *

Na sexta-feira, dia 28 de abril, convocado por nove centrais sindicais (o Brasil possui 13), realizamos a maior greve geral da nossa história. As estimativas são de que entre 30 e 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram seus braços em protestos contra as mais regressivas reformas já propostas na história por um governo ilegítimo e ditatorial: da previdência e a trabalhista. Como fizemos em outros momentos de greves nacionais, pretendo fazer aqui uma análise no plano nacional do significado de nosso movimento.

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