Sociologia no Ensino Médio: Desafios e Perspectivas

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O livro é interessante pelos dados que traz e propostas que o autor apresenta à categoria, todas no sentido de ampliar o mercado de trabalho dos sociólogos. Menciona mais de 130 cursos de Ciências Sociais com quase 30 mil estudantes matriculados. Sabemos que muitos desses seguirão a carreira de cientistas políticos ou antropólogos. Mas a imensa maioria optará por ser sociólogo.

O autor identifica pelo menos 18 áreas de mercado de trabalho onde temos a presença de sociólogos. Divide essas áreas em três blocos: o primeiro ele chama de mercado tradicional e bem consolidado. Usa o termo “bem aquecido”. Aí está a docência propriamente dita, pesquisas de opinião e de mercado e pesquisas acadêmicas na área de Ciências Sociais.

Os dois blocos restantes, o autor chama de “áreas não exclusivas – mercado relativamente aquecido” e menciona isso em função de que diversas outras profissões também atuam nessas áreas. Entre elas, ele cita meio ambiente, planejamento, reforma agrária, marketing político, entre outras. Por fim, o terceiro bloco chama de “áreas de trabalho em disputa com outras profissões – mercado pouco aquecido e desenvolvido”. São novas áreas onde já aparecem muitos profissionais, mas ainda são dominadas por outras profissões. O autor cita as relações internacionais, a saúde, a justiça, o setor carcerário, o legislativo, os recursos humanos, a editoração, a comunicação, a cultura e a assistência social, esta última, em especial no SUAS.