Oriente Médio e a Nova Geopolítica Mundial

Prof.Lejeune Mirhan - 17-08-2021 54 Visualizações

A região do Oriente Médio (OM) tem uma importância estratégica na atualidade. O presente artigo tratará do OM árabe, ou seja, não será abordado o Irã (antiga Pérsia) e a Turquia, ambos situados mais à Leste da região. Apenas para registro, não será tratado neste artigo, das especificidades do que vem ocorrendo seja no Egito e Tunísia, em processos mudancistas mais avançados, seja na Líbia, Síria, Iêmen e Bahrein, por se tratar de uma revista bimestral.

Quem são os árabes hoje?

Também não é foco deste artigo contar a história dos povos árabes. Trata-se de uma civilização com milhares de anos de existência, que vivem na Península Arábica e na região da Palestina e Babilônia. Seu legado é imenso. Pelo menos desde o ano de 630, os árabes construíram um império, decorrente da força da religião que Mohamed – ou Maomé, como é conhecido no Ocidente – fundou, que é o Islã.

Os árabes em todo o mundo encontram-se espalhados por 21 países, mais a Palestina (ocupado por Israel) e a República do Sarauí (ocupado pelo Marrocos). A Liga dos Estados Árabes, fundada em 1945 no Cairo, aceita a Palestina como membro, de forma que essa instituição possui 22 estados-membros[1]. São oito monarquias absolutistas (ou petromonarquias) e 13 “repúblicas” (de fachada, pois na prática são ditaduras – ver Quadro I).

As potências vencedoras da 1ª Guerra Mundial em 1918, a Inglaterra e a França, colonizaram praticamente todos os países da região do OM e do Norte da África (conhecido como Maghreb). Interessante observar como as fronteiras entre esses países são retas como se divididas tivessem sido por riscos feitos com lápis num mapa da região. As “independências”, por assim dizer, iniciaram-se em 1922 (no caso do Egito) e foram concluídas em 1977 (com o Djibuti).

Os árabes são 347 milhões em todo o mundo ou 5,18% da população mundial. A soma de todos os PIBs de seus países soma a US$2,477 trilhões de dólares, ou apenas 4% de todo o PIB mundial. No entanto, com relação às reservas de petróleo, os países árabes detêm 685,11 bilhões de barris ou exatos 50,81% das reservas mundiais (ver Quadro II).

Por fim, com relação á produção diária de óleo. Esses países produzem todos os dias 22,967 milhões de barris, o que significa 27,26% da produção total no mundo, que é de 84,24 milhões de barris/dia (b/d). Esses dados são aqui apresentados porque o conflito existente no OM guarda uma relação direta com a estratégia de controle dessas fontes de energia (não renovável). Sabe-se que não há como o mundo substituir a sua dependência do petróleo e gás natural pelos próximos 30 ou mesmo 50 anos.

Os Estados Unidos consomem todos os dias 19,497 milhões de b/d, mas produzem apenas 7,27 milhões de barris, ou 37,42%. Dessa forma, precisam importar todos os dias 12,22 milhões de barris, que vêm em boa parte de países árabes. Apesar de toda a propaganda neoliberal em todo o mundo, as maiores empresas petrolíferas – as dez mais – seguem sendo estatais[2] (ver Quadro VI).

Os maiores países ocidentais não são produtores de petróleo. Os casos mais marcantes são o do Japão, que precisa todos os dias de 5,57 milhões de b/d, a Alemanha 2,677 milhões de b/d, a Coreia (do Sul) 2,061 milhões de b/d, a França 2,06 milhões de b/d, a Itália 1,874 milhões e a Espanha com 1,537 milhões de b/d[3] (ver Quadro III).

Os maiores exportadores de petróleo de petróleo do mundo, com valores em milhões de b/d, pela ordem, são: Arábia Saudita (8,651), seguida da Rússia (6,65), Noruega (2,542), Irã (2,519), Emirados Árabes (2,515), Venezuela (2,203), Kuwait (2,146), Argélia (1,847), Líbia (1,525) e Iraque (com 1,438)[4] (ver Quadro IV). Por esses dados, vê-se que os países árabes exportam todos os dias 18,122 milhões de b/d. Se agregarmos o Irã, país persa com linha política antiimperialista, esse número eleva-se para 20,641 milhões de b/d. Daí a estratégia imperialista de controle da região.

As maiores empresas petrolíferas privadas são a ExxonMobil (EUA), a ChevronTexaco (EUA), a Shell (Holanda), British Petroleum (Inglaterra), a Total (França) e a ConnocoPhilips. Todas elas juntas empregam 514 mil trabalhadores e faturam por ano 1,697 trilhões de dólares. No entanto, respondem por apenas 10% de toda a reserva de petróleo do mundo (ver Quadro V).

Por fim, é relevante destacar a questão do Islã. Hoje existem no mundo 1,6 bilhões de muçulmanos praticantes (dos quais 1,4 bilhões são sunitas e 0,2 bilhões são xiitas). Não devemos confundir “muçulmanos” com árabes. Nem todo muçulmano é árabe e nem todo árabe é muçulmano. Aliás, apenas 8% dos árabes não são muçulmanos (27,76 milhões; geralmente cristãos cooptas ou ortodoxos; católicos são residuais). Em termos mundiais, apenas 19,95% dos muçulmanos no mundo todo são árabes (um em cada cinco).

Uma revolução em curso

A concepção de esquerda e marxista ensina que o termo “revolução” esta relacionado diretamente com a tomada revolucionária do poder, mudanças profundas na estrutura de direção do estado de um determinado país e, fundamentalmente, de troca da classe social que manda no país. Ou seja, mudanças na superestrutura, na economia, na ideologia, nos costumes etc.

Mas e no mundo árabe o que esta ocorrendo mesmo? Uma “revolta”? Uma “insurreição”? Uma “rebelião”? É fato que tudo isso esta acontecendo por lá. Mas esta sim em curso uma revolução nesse mundo. Qual o caráter que terá essa revolução é que no momento não é possível prever. Será essa revolução meramente democrática e patriótica? Será uma revolução mais avançada, de caráter mais popular e progressista? Ou chegará a ser até socialista, alterando profundamente o modelo econômico dos países, que hoje são todos capitalistas de inspiração neoliberal (financeirização do capital)?

Quando Wladimir Ilich Oulianov, mais conhecido como Lênin, líder da Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 tratou desse tema, dois anos antes desse histórico acontecimento ele estabeleceu claramente as condições objetivas para que uma revolução pudesse ocorrer em um determinado país. E isso é uma das formulações do pensamento científico marxista, sobre as leis gerais das sociedades humanas. Essas condições objetivas ocorrem quando “os de cima já não conseguem mais governar como antes e os de baixo já não aceitam mais ser governado como antes”. Isso pode ser lido no texto Bancarrota da II Internacional, escrita entre ente maio e junho de 1915.

Ele diz que as condições objetivas são decorrentes de questões relacionadas com a materialidade da vida das pessoas. Isso poderia ser desemprego elevado, fome e a miséria, ausências de liberdades, arrocho salarial, repressão política etc. Tudo isso não determina, ainda assim, que as condições subjetivas para que a revolução aconteça estejam dadas. É preciso que ocorra uma combinação entre as condições objetivas e as subjetivas. Estas últimas guardam uma relação direta com a necessidade de uma liderança política revolucionária – aqui entra a necessidade de um partido de feições revolucionárias, detentor de uma teoria revolucionária, que dê uma direção correta para as amplas massas – e também o nível de consciência política das amplas massas.

Se apenas as condições objetivas fossem suficientes para que uma revolução de caráter mais socialista, por exemplo, ocorresse, a Índia, Paquistão, Afeganistão e tantos outros países extremamente pobres já seriam os países mais socialistas do mundo. E não são. Faltam-lhes as condições subjetivas, um partido avançado com uma teoria revolucionária. Dessa forma, não há erro conceitual algum em que se use o termo Revolução Árabe. O seu caráter vai depender das lideranças que a conduzem – pulverizadas por vários países – e os compromissos as tarefas que ela possa vir a assumir.

Portanto, há sim um processo revolucionário em curso, com caráter anticolonial, democrático e progressista geral, mas que ainda tem a sua liderança em disputa. E essa disputa, diga-se de passagem, não é com ninguém menos que a maior potência política, militar e econômica do planeta, os Estados Unidos. Tal revolução ou revoluções – são vários países em processo avançado de mudanças – nada tem a ver com as que ocorreram no leste europeu, que tinham nome de cores inclusive (Laranja, de Veludo, Rosa e outras bobagens mais).

A história recente dos levantes

Certa vez, perguntaram para Chu En Lai, um dos líderes da Revolução Chinesa de 1949, o que ele achava da Revolução Francesa de 1789. Tal pergunta foi feita nos anos 1970. A sua resposta, como bom chinês, foi “ainda é cedo para dizer”[5]. Danton, líder dessa revolução, dizia que “precisamos de audácia, mais audácia e sempre audácia”. É verdade. Ele foi guilhotinado e quem o guilhotinou também morreu dessa forma. São as idas e vindas de uma revolução. Depois disso veio Napoleão (1800), a Restauração (1814), a Revolução de 1848 (incendiou parte da Europa), a Comuna de Paris (em 1871). Por isso é muito prematuro formar uma opinião mais completa do processo revolucionário em curso no mundo árabe.

Os levantes populares em curso no OM tiveram seu início, de forma inesperada, com o caso do jovem de 26 anos Mohammed Boazizi, um vendedor de frutas ambulante com formação universitária. Inconformado com o fato da polícia corrupta ter-lhe tomado seu carrinho, seu ganha pão, por ele não aceitar pagar propinas, decidiu atear fogo ao seu corpo em frente ao palácio presidencial onde governava desde 1988, o ditador Zine Abdine Ben Ali. Isso ocorreu em 15 de dezembro de 2010. A partir desse momento, até a queda do regime em 16 de janeiro, transcorreram 27 dias de grandes manifestações. A polícia atacou com fúria a multidão diariamente, que, de peito aberto, a enfrentou. O ditador – chamado durante todos esses anos de “presidente” por ser amigo de Washington – fugiu em debelada com sua família e, dizem, com mais de cem malas carregadas de ouro e dólares.

Em todos os 22 países árabes temos a presença de governos longevos. Ou são monarquias absolutistas ou são ditaduras disfarçadas de democracias, onde a cada cinco ou seis anos, fazem-se “eleições” farsescas, fraudulentas para tentar legitimar ditadores amigos dos Estados Unidos, para garantir ao império norte-americano a defesa de seus interesses nessa estratégica região, em especial a garantia do fluxo de petróleo para a América, a passagem dos seus navios petroleiros e cargueiros pelo Canal de Suez e pelo Estreito de Ormutz no Golfo.

Há também a questão estratégica da defesa incondicional por parte dos EUA, do Estado sionista de Israel. “No caso da política de Obama para o OM, são cegos guiando cego e cegos aconselhando cego no salão oval da Casa Branca”[6], em uma clara alusão a Bill Daley, Ben Rhodes, Tony Blinken, Denis McDorough, John Brennan e Robert Cardillo, assessores e conselheiros de diversos cargos de Obama, todos, indistintamente, militantes fanáticos pró-Israel e à serviço do lobbyie judaico.

Acerta Ury Avnery, um dos maiores escritores e intelectuais israelense, quando diz “estamos passando por um evento geológico. Um terremoto de vastíssimas dimensões, que esta mudando a paisagem no OM. Montanhas viram vales, ilhas emergem do mar e vulcões cobrem a terra de lava”[7].

Como diz o professor da Universidade Americana de Beirute, Ahmad Massouli, Obama comete erros e mais erros na sua política externa para a região. Não consegue sequer barrar os assentamentos judaicos na Cisjordânia (os EUA vetaram em 18 de fevereiro o congelamento no CS/ONU) e vai se antagonizando com mais de 1,6 bilhões de muçulmanos de todo o mundo. Ele arrisca dizer que vamos presenciar um novo mundo árabe, revolucionário e que não será mais submisso aos interesses norte-americanos. Os EUA só conseguirão criar boas relações com o mundo árabe quando a questão palestina estiver completamente resolvida[8].

Sem exceção, os governos árabes pró-americanos têm como características: 1. Sempre combateram o comunismo desde a chamada guerra fria; 2. Desde 1979, combateram o Irã de Khomeini; 3. Tudo fazem para liquidar o islã político, a que chamam de “fundamentalista”; 4. Sempre adotaram posições contrárias aos movimentos sociais, em especial contra os sindicatos; 5. Atuaram sempre contra as resistências libanesa e palestina[9]. Foi nesse caldeirão que a revolução árabe teve início.

Regra geral, as grandes reivindicações, praticamente unânimes em todos os países são as seguintes: 1. Revogação do Estado de Emergência; 2. Libertação de todos os presos políticos; 3. Liberdade de organização partidária; 4. Liberdade sindical e de organização social; 5. Liberdade da imprensa e de expressão; 6. Eleições livres para Presidente e para o Parlamento; 7. Convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Livre, Democrática e Soberana.

Não está claro se tais avanços serão possíveis, em especial na Tunísia e no Egito, que foram os primeiros a derrubar seus governantes. “Para impor mudança tão ampla, o movimento de massas egípcio teria que quebrar a espinha dorsal do regime, que é o seu exército”[10]. Não se vê, no momento, condições para que isso ocorra. A tomada da “Bastilha” egípcia não aconteceu. “O espírito do governo de Hosni Mubarak, a essência de seu regime, seus métodos estão longe de acabar”[11].

Um dos maiores sociólogos da atualidade, Immanuel Wallerstein conclui: “Os EUA, aflitos para ficar ao lado dos vencedores, mas sem saber exatamente quais serão e sem querer perder o apoio dos ditadores e monarcas absolutos de que ainda julgam precisar, fazem do Irã e da Turquia os dois maiores ganhadores com o processo revolucionário que agita os países árabes”[12]. Sendo assim, “é possível que estejamos testemunhando o nascimento de um novo tipo de política revolucionária que não é definido pelos protestos maciços das massas nas ruas, mas pela maneira como os participantes se reuniram”[13].

A questão central em todo o OM não é e nunca foi religioso. Claro que o componente religioso pode existir, mas os conflitos são essencialmente políticos. São disputas territoriais, coloniais, de recursos energéticos e hídricos. Nesse sentido, Robert Fisk menciona “se são revoltas seculares, porque só se falam das religiões?”[14]. Até esse jornalista inglês fica espantado com isso. Não há dúvidas que isso faz parte de uma estratégia midiática para tentar mostrar o pano de fundo dos conflitos no OM como religioso, para enganar as massas e, mais do que isso, indispor bilhões de pessoas contra uma das maiores religiões da terra que é o Islã.

Observações finais

Apresenta-se aqui as primeiras observações finais sobre a revolução árabe em curso no OM:

  1. Obama perde nesse processo. Seu discurso do Cairo de julho de 2009, estendendo a mão para os muçulmanos provou-se uma farsa. Não deu passo algum para respeitar os muçulmanos e os árabes em geral. Insiste em classificar partidos políticos como o Hamas e o Hezbolláh como “terroristas”. Vai se antagonizando com mais de 1,6 bilhões de muçulmanos de todo o mundo.
  1. Os novos governos árabes não serão tão subservientes com os norte-americanos. O que tanto os Estados Unidos sempre tiveram pavor poderá acontecer, que é a participação com destaque da Irmandade Muçulmana nos governos árabes. Os países tendem a se afastar da órbita da OTAN, da União Europeia e mesmo dos Estados Unidos.
  1. Israel poderá sair derrotado. Perdeu seu discurso de que o maior inimigo é o Irã e que este precisaria ser derrotado e bombardeado e seu programa nuclear visa a construção da bomba atômica. Terá que voltar à discussão do Estado Palestino.
  1. Um novo Oriente Médio será construído. Deverá crescer a democracia, os partidos terão maiores liberdades, bem como a imprensa. Eleições gerais devem ocorrer em curto prazo no Egito e na Tunísia. O OM nunca mais será o mesmo depois desse imenso tremor político ocorrido.
  1. O islã não será a solução. Não veremos um Egito, uma Tunísia ou qualquer outro país árabe como repúblicas islâmicas. Os países seguirão sendo laicos em toda a região, tal qual o Iraque e a Síria.
  1. O Irã cresce no OM. Por razões diversas, mas em especial por sempre ter apoiado a causa palestina e todos os movimentos revolucionários antiamericanos na região. Ainda pelo fato de que vem enfrentando, quase que sozinho, o império norte-americano na sua defesa pela soberania, independência nacional e pela condução de seu programa nuclear para fins pacíficos.
  1. Crescerá o nacionalismo árabe. Fundado por Gamal Abdel Nasser poderá jogar papel preponderante. Esse nacionalismo defende a soberania e a independência dos países árabes, respeito aos direitos de seu povo, solidariedade ao povo palestino. A esquerda poderá crescer.
  1. Modelo neoliberal em xeque. Difícil que os rumos da revolução árabe substitua o modelo capitalista pelo socialismo. No entanto, encontra-se em xeque o modelo de capitalismo financeiro denominado neoliberal.
  1. Mitos e “teorias” que caíram por terra. Pelo menos dois. Que as redes sociais da Internet e os celulares foram os responsáveis pela revolução árabe. Apenas 20% da população egípcia tem acesso à Internet (em outros países, ainda menos) e apenas um terço possui celulares. Que não houve líderes e o processo foi espontâneo. É diferente não aparecerem do que não terem lideranças. Quanto às “teorias”, Pelo menos duas. A de Francis Fukuyama (O Fim da história). E de Samuel Huntington (Choque de civilizações). A de Fukuyama já estava desmoralizada há uma década. Agora se enterra de vez a de Huntington.
  1. Crise e declínio dos Estados Unidos. Os EUA sofrem maior aprofundamento e desestabilização em seu processo de declínio de sua posição hegemônica no sistema de relações internacionais com a presente Revolução Árabe,que tem sentido democrático, popular e antiimperialista.

De uma coisa temos certeza: a democracia se constroi pela soberania de um povo. Os EUA passaram anos afirmando que levariam a “democracia” para o OM. “Durante nove anos os EUA forçaram uma porta (democracia no OM), que só se abre para fora. E mais. Essa porta só se abre por vontade própria. Os acontecimentos das últimas semanas demonstraram com clareza que não apenas partes importantes do OM estão prontas para a mudança, mas também esse impulso vem de dentro”[15]. Cem por cento de acordo.

 

[1] A Eritréia de maioria árabe é apenas observadora desde 2003, Brasil e Índia são observadores desde 2006 e a Venezuela é observadora desde 2007. É fortemente controlada pela Arábia Saudita e pelo Egito até a queda de Mubarak.

[2] Fonte: US Energy Information Administration – dados de 2010.

[3] Fonte: CIA World Fact Book – dados de 2010).

[4] Fonte: US Energy Information Administration – dados de 2010)

[5] Citado por Stephen M. Walt, no OESP de 20 de fevereiro de 2011, reproduzindo a Foreign Police.

[6] Helena Cobban, de seu Blog http://justworldnews.org/

[7] Bloco de Paz em Israel (Gush Shalom)

[8] Carta Capital de 9 de fevereiro de 2011, citando artigo de Luiz Antônio Costa.

[9] Sami Moubayed, em artigo no Asia Times de 9 de fevereiro de 2011 (http://www.atimes.com/).

[10] Gilbert Achcar, da School of Oriental and African Studies de Londres.

[11] Nabil Shawkat do Ahram Online

[12] Citado por Antonio Luiz M. C. Costa, de Carta Capital de 16 de fevereiro de 2011, pág. 39

[13] Peter Beamont do The Observer na Carta Capital, 23 de fevereiro de 2011.

[14] The Independent, de 20 de fevereiro de 2011.

[15] Andrew Bacevich, da Universidade de Boston.

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