Steve Sinsley, veterano dos Estados Unidos na defesa da paz

Lejeune Mirhan*

Temos colaborado com a revista Sociologia publicada pela Editora Escala, desde 2007. Temos uma coluna onde entrevistamos algum ou alguma socióloga que se destaca pela sua atuação em defesa de nossa categoria ou que atuam em uma das 17 áreas de nosso mercado de trabalho.

No entanto, às vezes, fazemos uma entrevista maior, com mais destaque, de abertura da revista. Nesta edição vamos entrevistar um colega e amigo, estadunidense, que fez Sociologia na Universidade Federal Fluminense na década de 1970, quando esteve no Brasil. Trata-se de Steve Sinsley, hoje morando novamente nos Estados Unidos.

Eu o conheci no Fórum Social Mundial da Amazônia em 2009. Ele integra diversos coletivos de tradutores internacionais em vários idiomas. Steve foi veterano da guerra do Vietnã e desde o seu término em 1975, é ativo militante contra todas as guerras. É membro destacado da maior associação de veteranos anti-imperialistas dos Estados Unidos, a Veterans For Peace – VFP (Veteranos Pela Paz).

Steve engajou-se na luta anti-guerra nos Estados Unidos. Foi um dos organizadores e registrou tudo fotograficamente, da maior manifestação pacifista da história dos EUA, ocorrida em 1971 sobre Washington. Milhares de veteranos jogaram nas escadarias do Capitólio, suas medalhas, capacetes, brasões e todos os símbolos da guerra. Publicamos nesta entrevista algumas fotos dessa manifestação.

Steve é também ativo militante nas redes sociais, onde publica artigos e opiniões sempre críticas à política externa do seu próprio país. Atua como analista internacional. Participa de lutas internacionalistas relacionadas com a causa palestina, com a questão do golpe da Ucrânia, com os países árabes. Mas mais do que isso, Steve é militante dos direitos humanos, contra todos os tipos de racismos, homofobias, misoginias e xenofobia.

Em um momento em que se elevam as tensões internacionais, ouví-lo pode nos ajudar na busca e na conquista de uma paz, de caráter anti-imperialista.

1. Meu caro Steve, agradecemos muito a sua aceitação de nos conceder esta entrevista (por e-mail) para a nossa revista Sociologia. Em primeiro lugar, fale-nos sobre sua trajetória como veterano da guerra do Vietnã (1963-1975). Poucas pessoas se dão conta disso, mas ela foi iniciada sob um governo que leva uma aura de “bonzinho”, que foi o de John Kennedy. (A Guerra do Vietnã ocorreu durante as presidências de Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon). Fale-nos sobre o início de sua militância nos movimentos anti-guerra e pacifistas nos EUA e no resto do mundo. Por fim, fale-nos sobre as organizações de veteranos que você faz parte, como elas atuam e o que fazem.

Existem coisas que a maioria das pessoas nos EUA não sabem sobre o Vietnã. Durante a II Guerra Mundial, o presidente Franklin Delano Roosevelt entrou em contato com Ho Chi Minh, líder da resistência vietnamita e prometeu que se ele e seus guerrilheiros salvassem pilotos americanos derrubados pelos soldados Japoneses no Vietnã – os EUA não deixariam os franceses retomarem sua colônia, garantindo a independência do Vietnã.

Lamentavelmente, Roosevelt morreu durante a guerra, e seu vice-presidente fascista, Harry Truman ignorou a promessa e ofereceu para França, armas, dinheiro e até uma bomba atômica (que os franceses rejeitaram).

Depois da derrota dos franceses na batalha de Dien Bien Fu, o acordo da paz estipulava eleições no Norte e Sul do Vietnã. Ho Chi Minh ganhou no Norte, mas os EUA de Truman, proibiram qualquer eleição no Sul. Assim recomeçou a guerra da independência do Vietnã. Cinquenta e nove mil americanos e mais de três milhões de vietnamitas morreram nesta guerra maldita.

Até hoje muitos vietnamitas que nasceram depois da guerra estão sofrendo e morrendo por causa das bombas enterradas (minas) nas plantações de arroz. E também, até hoje vietnamitas estão nascendo com defeitos físicos e mentais por causa da guerra química do Agente Laranja (Dioxina, desfolhante).

Usaram de forma ampliada e abusivamente, o componente químico desenvolvido na II Guerra, chamado Napalm, altamente inflamável. Além de incendiar tudo em volta onde essas bombas caiam, retirava do ar seu oxigênio.

Há também um fato muito triste sobre a alta taxa de suicídios entre veteranos de guerra que sofrem de PTSD – Posttraumatic Stress Disorder (desordem emocional causada por estresse de guerra) mais de 20 veteranos de guerra (de todas as guerras) se suicidam por dia nos Estados unidos.

Quando eu saí do serviço militar, eu estava mais desiludido do que nunca. Eu me afiliei ao grupo VVAW – Veteranos do Vietnã contra Guerra (Vietnam Veterans Against the War), que na verdade tinha sido formado já desde as selvas do Vietnã em 1967 por soldados americanos.

Mais tarde, me juntei ao grupo VFP (Veteranos para a Paz, Veterans For Peace). Participei em várias manifestações contra a guerra em Nova Iorque e em Washington (Distrito de Columbia). Depois, em 1970, eu fui para Cuba auxiliar no corte de cana-de-açúcar por dois meses como membro na 2ª Brigada Venceremos. Foi um ato de solidariedade por parte de mais de 500 americanos de todas as idades e etnias. Essa experiência foi muito importante para mim e me marcou para o resto da vida, assim como consolidou a minha solidariedade com a América Latina (tenho fotos desse período também).

Voltando aos EUA, depois da experiência em Cuba, eu comecei a trabalhar num coletivo de cineastas de esquerda (Newsreel) com colegas que conheci em Cuba. Fazíamos e distribuíamos filmes políticos americanos, tanto quanto filmes cubanos, vietnamitas, chineses, angolanos, e ainda filmes feitos pelos sindicatos americanos.

A maior manifestação anti-guerra feita por veteranos durante a guerra do Vietnã, foi "Dewey Canyon III" que aconteceu em Washington no mês de abril de 1971. Eu trabalhei como um dos fotógrafos do evento. A manifestação começou na madrugada de 19 de abril com mais de 900 veteranos e muitos Gold Star Parents (pais que perderam seus filhos na guerra do Vietnã) que marcharam até o cemitério nacional (Arlington National Cemetery) para prestar homenagem aos seus companheiros que morreram no campo de batalha. Quando os veteranos cruzaram a ponte do rio Potomac, e aí deu-se a primeira confrontação. A polícia de Washington não deixou que os veteranos entrassem no cemitério pela entrada designada aos veteranos. Em reação, os veteranos e os Gold Star Parents fizeram uma breve cerimônia em frente do portão trancado.

Depois disso, marchamos até os degraus do prédio do congresso e gritamos "Vocês já falaram por tempo suficiente; agora é hora de vocês começarem a nos ouvir”. Na sexta-feira de manhã, no último dia da manifestação, os veteranos se alinharam e marcharam até o Congresso. A essa altura, o número de veteranos tinha crescido para mais de mil. Uma vez nas escadas do congresso colocaram um cartaz dizendo "Lixo" em uma estátua. Um a um, muitos veteranos falaram no microfone. Eles disseram seus nomes, suas unidades e muitos fizeram declarações contra a Guerra. Depois, com raiva, jogaram as medalhas de condecoração que receberam sobre a cerca de segurança, no próprio edifício do Congresso.

Um dos veteranos jogou fora nove corações roxos (Purple Hearts) a medalha de honra mais importante do serviço militar. Outro jogou sobre a cerca uma bengala que ele estava usando como resultado de uma lesão de guerra. E assim por diante. Documentos de desligamento do exército, estrelas de prata, estrelas de bronze, corações roxos etc.

Ao todo, literalmente milhares de medalhas foram jogadas de volta para o governo que usou esses veteranos para lutar pela classe dominante dos EUA. Nunca houve antes esse tipo de demonstração. Ela foi sem precedentes na história do país, e na forma unificada e dramática com que os veteranos protestaram e se opuseram a uma guerra que ainda continuava no outro lado do mundo. Os sentimentos dos veteranos foram resumidos por um deles que, ao jogar fora suas medalhas afirmou: "Se tivermos que lutar novamente, será para tomar esses degraus”. Vejam as imagens dessa manifestação neste filme do canal YouTube.

2. Os Estados Unidos, nos tempos mais recentes, envolveram-se em duas guerras que na verdade são massacres, pois agrediram países que jamais teriam condições de oferecer resistência ao seu poderio militar, que foram as agressões ao Afeganistão (desde 2001, a mais longa guerra que eles participaram) e no Iraque (2003-2012). Ambos os países foram praticamente destruídos. Milhões de iraquianos e afegãos morreram nessa agressão. No caso do Iraque, ambas feitas pelos Bush (pai e filho, 1991 e 2003), seu petróleo foi todo roubado. Hoje, o país é governado por uma maioria xiita que, inclusive, se opõe aos EUA e integra o chamado arco da resistência no Oriente Médio. Como você analisa tudo isso?

Caro amigo, você tem que entender que os EUA é o maior império bélico da história do mundo. O império inglês, no seu auge, tinha 350 bases militares fora da Inglaterra e controlava todos os mares. Os EUA hoje têm bem mais de 800 bases militares fora do território do EUA. Este é o número de bases "oficialmente reconhecidas". O que não inclui as bases Black Sites. Isto quer dizer... existem, mas não existem oficialmente.

3. Sabemos hoje o poderio militar dos Estados Unidos. Ainda que os dados não sejam sempre públicos, fala-se em quase mil bases militares que estão espalhadas em todo o mundo. São sete as frotas navais, cada uma com uma finalidade – a 4ª Frota, inclusive, foi reativada para patrulhar o subcontinente Sul Americano, em especial o Brasil de Lula com a descoberta do pré-sal. Fale-nos sobre esse poderio e como está a luta contra a corrida armamentista no mundo hoje.

É difícil responder a essa pergunta, sem falar do Military Industrial Complex ou Complexo Industrial Militar. Quando Eisenhower saiu da presidência – lembre-se que Eisenhower não fui um anjo – ele iniciou as tentativas de assassinato a Fidel; foi responsável pela morte da Patrice Lumumba, no Congo; derrubou o governo da Guatemala; derrubou o Primeiro Ministro eleito democraticamente no Irã.

No seu último discurso televisionado ao povo americano, o presidente Eisenhower disse que a maior ameaça à democracia americana não era o comunismo, mais sim a ligação entre a indústria armamentista e o Pentágono. Os EUA gastam mais em armamentos do que os outros sete países mais ricos do mundo gastam juntos. Com o novo presidente fascista, ninguém sabe o que vai acontecer.

4. Estudo há mais de três décadas, a realidade do mundo árabe. Desde o final da 1ª Grande Guerra, o imperialismo dividiu o povo e a Nação árabe em 21 países (além da palestina, que não consta dos mapas, e hoje se chama Israel e a República de Sarauí). Nunca houve governo dos Estados Unidos, desde 1947, cuja essência da sua política externa não seja a de proteger e dar segurança ao estado sionista de Israel, em detrimento do povo árabe-palestino. Qual a sua visão desse conflito entre árabes e israelenses? Você enxerga alguma luz no final do túnel?

"Luz no final do túnel?” Eu só vejo um trem no final do túnel. Segundo alguns whistleblowers (1) na CIA, Israel tem por volta de 400 bombas atômicas. Lejeune, como você bem sabe, eu sou um judeu antissionista, mas que apoio decisivamente a causa palestina.

Temos dois tipos de sionistas aqui nos EUA. Judeus Sionistas conservadores e “sionistas cristãos” (fundamentalistas/crentes). A meta dos sionistas cristãos é acelerar o fim do mundo. Eles acreditam que se eles mandarem armas e dinheiro suficientes para Israel, isso vai iniciar uma guerra em que Jesus Cristo vai voltar à terra e os cristãos vão ascender ao paraíso. Os judeus também, desde que eles se convertam ao cristianismo. Sobre os judeus sionistas, ah... esses não têm jeito.

5. Queria ainda tratar do mundo árabe. Desde 2011 vimos levantes populares em vários países, que a imprensa chamou de “primavera árabe”. Entre muitos líderes árabes, com quem tive contato, sempre o chamaram de “inverno” árabe. A batalha principal vem sendo travada contra o terrorismo internacional, que se apresenta travestido hoje, principalmente, de “Estado Islâmico” ou “Al Qaeda”, ambos criados, treinados, armados e apoiados pelos EUA e os países do Conselho do Golfo Pérsico. De seu ponto de vista, qual seria a perspectiva do povo e dos países árabes no enfrentamento do terrorismo; fale-nos sobre a questão da democracia nesses países árabes também.

Muitos dos supostos "levantes populares e revoluções coloridas" forem organizadas e pagas pela CIA e pelo MI5 (serviço secreto inglês) como no caso do Irã, com a derrubada de Mohammad Mosaddegh, democraticamente eleito Primeiro Ministro.

Muitas das "revoluções coloridas" foram financiadas pelo bilionário George Soros (nascido em 1930 em Budapeste, capital da Hungria). Que eu saiba, a primeira vez que os EUA apoiaram e utilizaram a Al Qaeda foi durante o governo de Jimmy Carter, quando seu Assessor de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinsky, frustrado com a perda da guerra do Vietnã, decidiu "dar aos soviéticos seu próprio Vietnã", como ela declarou na sua autobiografia.

O Afeganistão na época era uma República Socialista e um país progressista. Mas, a partir desse momento, os EUA começaram a financiar armamentos sofisticados, e a treinar os fanáticos religiosos de Osama Bin Laden. Também a Arábia Saudita, sunita e wahabita, financiou largamente os terroristas da Al Qaeda.

Assim como os Soviéticos foram obrigados a ajudar o Afeganistão, no processo de destruição dos governos socialistas da Europa Oriental, os EUA deram luz verde à entrada de aviões da Arábia Saudita cheios de terroristas de Al Qaeda.

Os terroristas desse grupo eram chamados na imprensa estadunidenses de “Guerreiros da Liberdade’ (Freedom Warriors). Entre 1980 e 1988, esses mesmos sunitas foram incitados pelos EUA a atacarem o Irã em uma guerra interminável, onde morreram mais de um milhão de soldados dos dois lados. Toda essa turma, a partir de 2011, passou a formar o que hoje se vê como Estado Islâmico, que não é nem estado e nem islâmico, pois o Islã não permite esse tipo de agressão.

6. Por força de minhas pesquisas, tenho visitado diversos países árabes, em especial a Síria, o Líbano e a Palestina. Tenho tido contatos com autoridades e organizações populares, em especial da Síria e com o Hezbollah, do Líbano. Temos a impressão que a Síria, um dos mais antigos países da humanidade, é a chave de um conflito mundial que ainda reflete os ecos da guerra fria. A agressão externa por mercenários terroristas que vem sofrendo é reflexo disso. Temos visto inclusive, muitas vitórias no campo de batalha pelo exército árabe sírio, em especial em Aleppo e Palmyra. Qual sua visão desse conflito na Síria? O presidente Bashar Al Assad sairá vencedor dessa batalha? Que perspectiva você vê, em especial, para a Rússia na região?

Muitos membros da Diretoria do VFP visitaram a Síria e Palestina. Na Síria foram recebidos em uma audiência pelo Presidente Bashar Al Assad. Como organização, os veteranos apoiam o Presidente Assad. Membros do VFP participaram em algumas flotilhas em uma tentativa de fazer chegar a Gaza remédios e material escolar. Eles foram interditados por barcos Israelenses em águas internacionais; os barcos das flotilhas foram confiscados e os remédios e material escolar, além de confiscados foram destruídos por forças militares de Israel.

O que os EUA querem é a destruição total de Síria e do Irã, bem como o controle do seu petróleo e dos minerais da região. No ano 2000, um think-tank em Washington escreveu um documento chamado A Project For A New American Century (PNAC, ou Projeto Para Um Novo Século Americano). Nesse documento foram listados sete países, e todas as reservas de petróleo e de minerais no Oriente Médio. A partir dessa lista, foi decido que países deveriam ter seus governos derrubados para controlar suas riquezas. Todas as pessoas que assinaram esse documento acabaram trabalhando no governo de George W. Bush. Já vimos a destruição do Iraque, da Líbia, da Síria e do Iêmen (ataques da Arábia Saudita apoiado pelos EUA).

Creio que a presença da Rússia é absolutamente necessária para a sobrevivência da região.

Segundo o amigo e professor Moniz Bandeira, há uma “nova guerra fria” em curso no mundo hoje. O conceituado jornalista Pepe Escobar, que escreve para vários órgãos midiáticos no mundo, disse uma frase mais ou menos assim: “a guerra fria voltou! Ainda bem!” Imagino que ele tenha querido dizer: um novo equilíbrio de forças no mundo seria bem-vindo para conter a agressão e a força dos Estados Unidos. Você concorda com isso? Poderemos ainda sonhar com um mundo multipolar?

Eu Concordo com Pepe Escobar 100%. Eu tenho sido leitor dos seus artigos por nuitos anos e concordo com sua análise. Eu acho que os únicos países que poderiam colocar um freio na locomotiva maluca da OTAN e dos EUA seriam a Rússia e a China. Lamentavelmente nosso novo presidente parece ser mentalmente instável. Ele recebe todas as suas notícias pela televisão e rádio direitista. Acredito que ele seja capaz de iniciar uma guerra ou atacar um país por um capricho.

7. Queremos abordar a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos. Eu costumo dizer em minhas palestras e artigos que ser presidente dos EUA significa também ser chefe de um império, ainda que decadente. Há pouco escrevi um artigo abordando a questão do que venho chamado “paradoxo Trump”, ou seja, ainda que ele ajude a levar o mundo mais para a direita, ele também acabará contribuindo para a criação de um mundo multipolar, sem sanções à Rússia e à China. Sabe-se que ele é crítico dos tratados bilaterais econômicos, como o TPP (da qual mandou que os EUA se retirassem), bem como crítico inclusive ao modelo de capitalismo financeiro, que chamamos de neoliberalismo. Como você e os setores mais progressistas dos Estados Unidos tem visto o governo Trump?

A presidência de Donald Trump é um verdadeiro enigma. Sua base é dividida; de um lado, temos os bilionários da ultradireita ligados às indústrias de petróleo e carvão; do outro lado, temos os pobres brancos, em geral racistas, que em grande parte viram suas indústrias e empregos relocados no exterior. Realmente, a política econômica de Trump, especialmente na China, vai definir os próximos quatro anos. Trump é um homem da mídia e ao mesmo tempo um homem das cavernas. Paradoxo é café pequeno para ele.

Agradecemos muito sua colaboração.

(1) É uma pessoa que expõe qualquer tipo de informação ou atividade que é considerada ilegal, antiética ou não correta dentro de uma organização que é privada ou pública. 

 

*Lejeune Mirhan é escritor, analista internacional, professor universitário (aposentado) e sociólogo. Fez mestrado em Filosofia pela PUCC e especialização em Política Internacional pela ESP. Lecionou Sociologia, Ciência Política e Métodos e Técnicas de Pesquisa, na Universidade Metodista de Piracicaba. É autor e/ou organizador de nove livros nas áreas de Sociologia e de Política Internacional. Presidiu o Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo (2007-2010) e a Federação Nacional dos Sociólogos (1996-2002). Como estudioso, pesquisador e sindicalista visitou 20 países, em especial Palestina, Síria, Líbano, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.